Magé Online, que merda é essa sobre as manifestações?

Minha terra tem palmeiras

Onde canta o sabiá

As aves que aqui gorjeiam

AGORA GORJEIAM EM TODO LUGAR. E, como não poderia deixar de ser, gorjearam também em nosso município, onde um grupo de cerca de 1000 pessoas foi para as ruas do centro do Magé (em Piabetá, também houve protesto) para exigir melhorias urgentes na nossa sofrível Saúde Pública e no inútil Transporte Coletivo.

Dos protestos, das reivindicações e dos graves problemas que enfrentamos todos os dias, todos nós mageenses já sabemos. Por isso, não acredito que caiba aqui falar da manifestação em si. No entanto, gostaria de falar de quem falou das manifestações, em especial do website Magé Online.

A matéria é tosca já no seu título: magé online matéria

Houve uma manifestação popular por melhores condições de vida e o que o colunista enfatiza é a “maneira ordeira” com que os manifestantes se comportaram? Há uma reação democrática contra a pífia administração de Nestor Vidal e o senhor Antonio Alexandre preocupa-se com bom comportamento?

magé manifestação 2

Quando um grupo de pessoas levanta a voz contra um prefeito que finge estar presente (lembram do Magé Itinerante?), mas que, na verdade, não ouve qualquer reclamação dos mageenses, não se pode esperar ordem. Quando há cartazes pedindo a saída de um prefeito que, como o PT, fez pactos com a oposição (lembram do Werner Saraiva?) para ter maior apoio e ser eleito, não se pode esperar que as coisas “transcorram de maneira ordeira”, como diz o senhor Antonio Alexandre. Quando, no fim das contas, nós concluímos que a única coisa que mudou na prefeitura de Magé foi o nome e o sexo do prefeito, pois todo o aparato administrativo (grupo de trabalho, cargos comissionados, coligação partidária, licitações, contratos, gastos, ineficiência e ideologia) é o mesmo, não se pode esperar que a “democracia seja a grande agraciada da manifestação”. Quando locomover-se dentro do município é um martírio e achar atendimento médico é uma questão de sorte, não se pode, de modo algum, esperar “paz”.

magé manifestação

Não incito depredações (depredar o pouco que temos é querer dormir em escombros no fim das contas), mas também não posso apoiar a ordem em um momento como este. Se é assim que seremos ouvidos, temos que ir pra rua e fechar o trãnsito. Se é assim que o prefeito e seus secretários vão olhar pra nós, vamos gritar e causar desordem. É preciso quebrar a rotina das pessoas para que se entenda que esta não é a rotina que queremos.

Eu já vi e li algumas outras reportagens do Magé Online. Todas bem ordeiras e capciosas. Esta percepção deixou-me com uma pulga, bem incômoda, atrás da orelha. Por isso, pergunto: Quem financia vocês? Quem são seus idealizadores? A quem vocês servem? Pra quem você trabalha, Antonio Alexandre?

Um outro site, o Notícias de Magé, foi bem mais lúcido ao tratar das manifestações. Contudo, o Magé Online insistiu em afirmar que o cálculo correto é protesto = ordem. Se protesto fosse igual à ordem, não haveria mudança alguma na História.

Em tempo: Antonio Alexandre, se decidir escrever uma nova matéria, por favor, revise-a com cuidado. Seu texto é bem curto. Porém, há erros grosseiros nele: de ortografia, concordância verbal, como também de coerência e coesão.

Todo poder ao povo

manifestação de quinta

   Lendo Patrick Charaudeau, aprendi que a informação é pura enunciação. Portanto,  aquela historinha de contos de fadas que TVs, revistas e jornais espalham por aí de que suas notícias são os fatos da realidade diante de nossos olhos é uma tremenda balela. Não há captura da realidade que não passe pelo filtro de um ponto de vista particular. Criar uma notícia é criar um discurso para anunciá-la, ou seja, a realidade chega até nós de foma filtrada, já manipulada. Isso é fato.

     Então, se você quer mesmo saber do que se trata as manifestações que se multiplicam Brasil afora, desligue imediatamente sua TV e vá para as ruas. Foi o que fiz na última quinta-feira. E posso garantir que nada foi mais extremista do que a cobertura dada pela mídia sobre esses eventos. Quando a TV passa horas mostrando as cenas de “vandalismo”, ela está longe de sequer abordar qualquer aspecto dessas manifestações. Tão pouco quando demonstra “apoio” e enche-nos com imagens de jovens, idosos e crianças caminhando pacificamente com seus cartazes contra a corrupção. Isso diminui o significado dessas passeatas. Até porque não precisamos de piquetes para dizer que somos contra a corrupção. Isso é óbvio! Ou não? Ou deveríamos ir às ruas dizer que também somos contra o câncer e a AIDS?

cobertura

    As manifestações são bem mais realistas do que a TV e seus políticos tentam esconder. E sim, a TV tem SEUS políticos. Seja por afinidade ideológica – com FHC, Aécio Neves, Eduardo Paes e Sérgio Cabral – seja porque pagam milhões para usarem seus espaços de publicidade, como Lula e Dilma. O discurso imposto sobre o fim da corrupção é tão vazio quanto o da Miss Universo pedindo pela paz mundial. E pior do que isso, deduzir que o fim da corrupção se dará com o fim do PT no governo é tomar como imbecis os milhões que foram às ruas.

     Diante de tanta heterogeneidade e polissemia, ficou claro pra mim que não existe o pedido utópico pelo fim da corrupção, como se isso fosse um favor dos políticos para com a sociedade. Não é nada disso. Para combater a corrupção, os manifestantes se colocaram contra a PEC 37 (medida que diminui a atuação do Ministério Público) e propuseram que o crime de corrupção fosse classificado como hediondo. Além disso pede-se a abertura de algumas CPI’s, como a do transporte público, para que fique bem claro como que cada uma das partes envolvidas no transporte público (passageiro, empresário e Estado) desembolsa pela passagem. Até porque na maioria dos países do mundo, cada um desses agentes envolvidos banca 1/3 da passagem, e não é possível que pagando R$ 2,95 (no RJ),R$ 3,20 (em SP) ou R$ 2,50 (em Magé),  estejamos contribuindo com apenas 1/3 desse valor. E se levarmos em conta os ônibus do tipo frescão, a coisa enrola de vez.

sus

      Há também a exigência de algumas explicações por parte das autoridades que governam o país. Por exemplo, como que em 4 ou 5 anos conseguimos organizar nosso país para sediar uma Copa do Mundo e, ainda daqui a 3 anos, sediar também uma olimpíada se, há mais de 100 anos, tentamos, sem êxito, levar saúde e educação para a maioria das pessoas do Brasil? Como ainda podemos sofrer com miséria, fome e analfabetismo se estamos entre as maiores economias do mundo? Não seria melhor garantir direitos básicos de um ser humano aos cidadãos brasileiros do que torrar tanto dinheiro em estádios de futebol? São perguntas que os políticos não querem responder.

      O povo saiu para discutir democracia. Não aguentam mais políticos como Marcos Feliciano que toma decisões infelizes (pra não dizer preconceituosas) em nome da bancada evangélica. Políticos como ele precisam entender de uma vez por todas que foram eleitos pelos votos dos que compartilham seus ideais. Porém, devem governar para todos. Suas pautas precisam satisfazer as ansiedades de todos, não apenas de seus eleitores. Portanto, debates como a “cura gay” não deveriam aparecer na pauta de um país que não consegue superar, por exemplo, a fome. Feliciano, entre outros políticos, representa o retrocesso no processo democrático porque é incapaz de sequer compreender o que é democracia.

cura gay

         Além de todos esses assuntos, as manifestações são contra a mídia corporativista burguesa. Não é à toa que os mais exaltados queimam e destroem carros de emissoras. Não é sem razão que manifestantes não deixam repórteres da globo transmitirem suas notícias de dentro das passeatas. A mídia mente e distorce o tempo todo. Andei pelo Centro do Rio antes e durante a passeata, estive perto de manifestantes radicais que tinham seus alvos de destruição (os bancos). Estive entre os mais exaltados e os mais pacíficos e o único momento que senti medo foi quando estive perto da polícia. Ela espancava qualquer um, batia com seus cassetetes em ônibus e gritava com as pessoas. Ninguém atiçou mais a violência do que a PM do Rio. Lamentável e absurdo. E a mídia mente quando diz que a polícia protege e age para garantir o bem estar. Tanto que, à medida que o tempo passa, a revolta contra a TV aumenta, e manifestos como abaixo começam a surgir.

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A mídia mente tanto que fiz questão de ler a revista ÉPOCA dessa semana que trouxe a seguinte capa:

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    Quando via a capa da revista pensei: “a matéria principal será sobre as manifestações”. Que nada! Foram 6 páginas com pouco texto e enormes figuras sobre o tema de capa. A principal reportagem não estava tão à mostra. Dá uma olhadinha na matéria anunciada no canto superior esquerdo da capa. Isso mesmo! Essa era a matéria principal com 12 páginas (isso mesmo, doze! O dobro da matéria da capa), que enaltece a administração de Paes na prefeitura do Rio. Isso é uma antítese do que vi na manifestação de quinta onde milhares cantavam : “Ei, Dudu, vai tomar no cu!”. Vi ainda coisas do tipo:

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        Como não odiar essa mídia? Sinceramente, senti-me ofendido com a revista. Parece que me chamam de idiota. Dentro do atual contexto, não dá pra acreditar que não seja uma matéria paga. Exaltar o cara que é responsável pelo aumento das tarifas dos ônibus é o cúmulo da falta de bom senso. Eduardo Paes é tão soberbo que sequer admitiu a própria derrota quando teve que voltar atrás sobre os vintes centavos de aumento e disse que teria que tirar esse dinheiro da saúde. Não, Dudu! Você vai tirar do lucro dos empresários do transporte público, caso contrário, o povo vai às ruas quantas vezes for necessário!

         E ainda sobre a revista, há uma apologia TUCANA descarada. Mas tão pouco o Brasil quer o Aécio Neves como presidente do Brasil, senhorita ÉPOCA. Um político que comete a irresponsabilidade de dirigir bêbado não serve pra nada. E isso é até pouco. Em Belo Horizonte, os mineiros dizem coisas piores nas manifestações.

AÉCIO

        E só para finalizar, quero deixar claro que o povo não acordou somente agora. Essa luta vem sendo travada há muito tempo por diversos movimentos sociais, sindicatos e alguns partidos políticos (esses partidos que a TV despreza). Há tempos, o MST, os sem-teto, professores, LGTB, PSTU, PSOL e outros tomam porrada e até tiro de polícia em passeatas bradando com as mesmas reivindicações. O que acontece agora foi que esse coro ganhou força. E é tanta força, que estremece as colunas do status quo. E pra você que acha que passeatas devem ser pacíficas e ordenadas, organize uma procissão e mude o Brasil. E se ainda acredita na mídia que resumiu a manifestação a atos violentos, saiba que se aquelas milhares de pessoas tivessem realmente ido às ruas com o intuito de destruir, não sobraria pedra sobre pedra. E não ia adiantar chamar polícia ou forças armadas, porque naquele dia éramos invencíveis.

Manifestações pelo Brasil: cuidado Nestor!

    Estamos presenciando necessárias manifestações por algumas capitais no Brasil por conta (e isto foi apenas um catalisador) do aumento das passagens de ônibus. Juntamente com esta reivindicação está a insatisfação geral quanto à corrupção, gasto desenfreado do dinheiro público, manipulação do sistema político em benefício próprio, ineficiência do serviço público e descaso com a opinião pública.

manifestação em Brasília

manifestação em Brasília

          Eu desejo que estas manifestações continuem e tomem corpo;

                                Desejo que todos nós caminhemos juntos nas ruas;

                                                   Desejo que nós comecemos a pensar coletivamente;

protesto em São Paulo

protesto em São Paulo

protesto no Rio de Janeiro

protesto no Rio de Janeiro

  Eu desejo que esta manifestação chegue em Magé…      

NÃÃÃÃÃÃOOOOOOO

oração

Olha o absurdo que o pastor falou: Nosso objetivo é pedir a Deus que as autoridades constituintes obtenham êxito em seus trabalhos. Pois é! Nossas autoridades mageenses obteriam êxito no trabalho da seguinte forma: suas mutretas passariam na câmara, eles meteriam a mão numa grana preta não importando o tanto de improbidades administrativas praticadas e, no final, sairiam ilesos! 

Porra, ainda bem que Deus não existe!

Aniversário de Magé: quantos anos?

     Eu me segurei até agora. Sinceramente não queria falar nada sobre este ridículo evento que foi a comemoração pelo aniversário de Magé. Só que ao ligar a TV no último domingo à noite, vi um comercial que se não foi cômico, trágico certamente foi: a atriz Fernanda Souza (porra, a chiquitita! onde está sua parcela de cultura inútil?) saudava nosso município pelos seus… 224 anos de existência! O quê? Quantos anos? 224? O que houve com o resto?

      Foi exatamente isto que eu vi: os 448 anos de comemoração foram divididos por 2 pela (má aluna em matemática) Fernanda Souza.

      Só que uma pergunta deve ser feita: as propagandas veiculadas nos canais de TV não são feitas pelos canais de TV. Quem as faz são os próprios divulgadores. Se um comercial sobre o aniversário do nosso município estava na TV, ele foi produzido pela (acredito eu) secretaria de Magé e teve o aval do prefeito. Porra, então quer dizer que nem o prefeito e seus comparsas sabem ao certo quantos anos de existência Magé tem? Claro que não. Morando na Barra, como ele saberia?

       parabéns mage pelo aniversario

      Convenhamos que Magé não precisa de comemorações. Aliás, nem há o que comemorar. E pra corroborar o que digo, vai aí uma lista de pontos onde este dinheiro gasto com essas festas inúteis poderia ser melhor aplicado:

1. Saúde: falta médicos nos hospitais e postos de saúde; estamos sendo atendidos por estudantes de medicina da UNIFESO (clique e veja).

2. Saneamento e Obras Públicas: Vários bairros necessitam de asfalto nas ruas e muitos outros de sistemas de esgoto (a praia de Mauá que o diga!). Aliás, alguém pode me dizer se a ponte de Raiz da Serra já foi consertada?

3. Educação: professores precisam de melhores salários e alunos de melhores instalações para o aprendizado no ensino fundamental.

4. Trânsito: tanto em Magé quanto em Piabetá e Fragoso, o trânsito é caótico (isso pra não falar do transporte público, que é uma piada). Deve-se ter a presença de guardas e placas indicando os caminhos corretos (sem contar que já passou da hora o asfaltamento das principais avenidas do município).

5. Concurso Público: por que não há um concurso para preenchimento das vagas? Ora, porque aí acabariam os “cabides de emprego”; todos aqueles “puxa-sacos” teriam que ser chutados (ou teriam que prestar o concurso; será que passariam?).

     Nós mageenses não precisamos de comemorações. Precisamos é de respeito e eficácia administrativa.    

Um novo modo de medir IDH

O índice de desenvolvimento humano (IDH) agora pode ser medido assim: Se a sua cidade ou bairro aparecer no programa Balanço Geral do Wagner Montes na Record, é porque tem um IDH de merda!

balanço geral

Agora adivinha a cidade que apareceu no programa? Vou dar uma dica, falando sobre a saúde!

Veja você mesmo aqui: http://videos.r7.com/blitz-do-balanco-geral-flagra-descaso-em-hospitais-de-mage-rj-/idmedia/516445b4e4b0ff25fb33b711.html

Língua Portuguesa maltratada… outra vez!

Nosso blog tem recebido vários comentários inflamados, uns concordando e outros discordando do que escrevemos. Obviamente, pregamos a liberdade de expressão e nunca iremos negar isto – é assim que evoluímos como cidadãos. No entanto, certos leitores comentam, escrevem, opinam e nós, por mais esforço que façamos, não conseguimos entender.

Assim foi um dos últimos comentários que recebemos, de nossa amiga Graciele. Leiam o que ela escreveu pra nós: 

comentário graciele

O que, de fato, chamou nossa atenção neste comentário foi a falta de zelo com a nossa já tão maltratada língua portuguesa. Então, vamos comentar o comentário da comentadora Graciele:

1. palavras como “Mauá”, “será” e  “histórica”, segundo a gramática corrente, são acentuadas. Graciele, por favor, acredite na sua professora de português. Ela sabe (acredito eu) o que está falando.

2. um símbolo (palavra também acentuada, Graciele, não esqueça) muito importante no português escrito é o ponto de interrogação [?]. É ele quem assinala que a frase é uma pergunta. Por esta razão, sua frase deveria ser assim: “Se Magé é o cu do mundo, onde fica Mauá?

3. concordância também parece ser um assunto que você, Graciele, não domina. Por isso, peço um esclarecimento: o pronome “ele”, em sua frase “ele será a merda do cu do mundo?” (cadê a interrogação, Graciele?), refere-se a quê? A Mauá? Se a resposta é sim, saiba que Mauá é um substantivo feminino e, por isso, deveria ser referido como “ela” e não “ele”. Será que você estava se referindo ao cimento Mauá? Entendi. Então, agora faz todo o sentido.

4. Percebe-se também que a pontuação não faz parte da sua vida. Deveria fazer. Sua frase fica incompreensível sem ela. Faça da vírgula, do ponto final e do ponto de interrogação seus grandes amiguinhos, Graciele. A comunicação agradece.

5. O último ponto que gostaria de ressaltar (já várias vezes frisados em nosso blog) é a palavra “cu”. São apenas duas letras. Nada mais do que isso. Então, não complique, por favor: CU NÃO TEM ACENTO!

Graciele, você poderia ter escrito coisas legais. Talvez você até tenha boas intenções. Mas o fato é que sem prestar atenção ao que escreve, de nada valeu escrever, escrever e escrever. No entanto, nós seremos legais com você e te mostraremos o caminho das pedras. Da próxima vez, escreva assim:

“Se Magé é o cu do mundo, onde fica Mauá? Ela será a merda do cu do mundo? Magé é uma cidade maravilhosa e histórica. Mauá também, mas vive na merda. Vem morar em Mauá para vocês verem o cu com as fezes juntas.”