O casamento Real

O assunto do momento é o casamento do príncipe William e Kate Middleton. Pela milésima vez as chuvas destroem o Rio de Janeiro, morre gente, mas logo em seguida, a história de amor entre Kate e William. Kate pra lá,  plebeia que virou princesa pra cá… Blá, blá, blá!!! Notícias inúteis pipocam a todo momento por aí, o vestido da noiva, o anel, a casa dos noivos, o que será servido na festa… Sinceramente, FODA-SE!!!! Com tanta coisa para acontecendo, com tanta coisa precisando ser dita, ensinada e debatida, perder tempo com detalhamentos sobre como a futura princesa da Inglaterra costuma a se vestir é perda de tempo. Saiba, caro leitor, isso é proposital – Fique desprevinido e despreparado enquanto eu vou usurpar tudo que eu puder, e quando perceberdes minha verdadeira intenção, será tarde – e isso não é o diabo!!!

E novamente propomos um outro olhar sobre as notícias, optando por um caminho mais criativo, de raciocínio (afinal é isso que nos difere dos animais), e claro, uma pitada de humor.

De início pensemos um pouco sobre o que é dito por aí, “Kate, a plebeia que virou princesa”, plebeia aqui não quer dizer que ela era uma menina campesina pobre, ela é filha de empresário e estudou nos melhores colégios, portanto seria melhor dizer, “Kate, a burguesa que se tornou monarca”. Os plebeus pertenciam à classe popular da sociedade na antiga República Romana. Entre eles estavam os escravos libertos, os agricultores e os vassalos dos patrícios. Os plebeus habitavam o solo romano, sem integrar a cidade. Nessas manchetes, plebeia serve apenas para definir que ela não pertencia à  monarquia inglesa, bem, então por que os mesmos jornais não chamam Eike Batista de homem da plebe?

A pior que eu ouvi foi, “sonho de uma princesa“, a reportagem seguiu dizendo que ela sempre sonhou ser uma princesa. Pensem comigo, se ela não nasceu na família real, o único jeito de se tornar princesa seria se casando com um príncipe, e para que isso acontecesse, o homem que ela ama e pelo qual ela se sente amada e quer compartilhar uma vida a dois, necessariamente precisa ser um principe. Você leitora, seu sonho era casar com um padeiro? Um mecânico?  Um médico? Ou um presidiário? Talvez sim, talvez não, essas coisas simplesmente acontecem, não dá pra escolher tanto assim. Mas sigamos, para que essa “coincidência” acontecesse, ela começa a perseguir o principe e se matricula na mesma universidade e opta pelo mesmo curso dele, a partir daí eles se conheceram, namoraram e amanhã, dia 29, irão se casar. Resumindo a história é mais ou menos assim, e daí o tratamento da mídia, ela foi forte decidida, sabia o que queria e lutou por isso. Eu não concluí desse jeito, por exemplo, nenhuma daquelas garotas de roupas ousadas e pernas torneadas que perseguem jogadores de futebol são chamadas de pincesas, ou diz-se que elas são fortes e decididas, a mídia as trata como marias-chuteiras, interesseiras… E eu te pergunto, e a Kate Middleton é o que? Sabe a diferença entre a futura princesa e Bruna Surfistinha? A sinceridade, Bruna Surfistinha é sincera e joga limpo! Ponto pra ela!

Pra terminar, vocês sabiam que Kate Middleton já esteve em Magé??? Não sabiam??? Pois é, ela esteve em Pau Grande sob o pseudônimo de “Ballkate Middle” para aprender técnicas de sedução que fariam com que ela definitivamente conquistasse o coração do principe William… Não foi bem o coração, mas ela o conquistou. E claro, seguir conselhos de paugrandense, teve consequências na vida da princesa, vejam vocês mesmos:

FLATUS POPULI

“Oi, meu nome é Bruna,  quando eu tinha apenas 7 anos de idade, estava ansiosa esperando o coelhinho da Páscoa com meus chocolates. Afinal de contas, eu era uma ótima filha, umas das melhores alunas da classe, não respondia aos mais velhos, ia à missa todos os domingos, era uma menina muito boazinha. Naquela páscoa, acordei cedo, ansiosa, meu coração palpitava acelerado. Pulei da cama, mas não vi nenhum doce, pensei que talvez pudesse estar escondido, procurei por todo o meu quarto e nada. Fui até a sala, nenhum sinal. Papai e mamãe ainda dormiam, o silêncio era absoluto quando meu cachorro latiu do lado de fora, confesso que me assustei, mas logo pensei que poderia ser o coelhinho da páscoa atrasado. Corri e abri a porta da sala e…

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… E a partir daí nunca mais fui a mesma, eu mudei radicalmente”.

Bruna Surfistinha, Algumas Memórias, Capítulo 1